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Florença Itália
A cidade exibe marcos da cultura ocidental em praças,
templos, museus e galerias, contando com obras-primas de Michelangelo, da
Vinci, Giotto e Botticelli
Berço do renascimento, Florença é um grande museu a
céu aberto. Dona de um importante patrimônio artístico e histórico, a
cidade oferece ao visitante a possibilidade de admirar os trabalhos
originais de artistas como Michelangelo e Giotto em praças públicas,
galerias e igrejas seculares. Localizada na região italiana da Toscana, a
cidade também funciona como bom ponto de partida para um visita às
cidades de Lucca, Pisa e Siena.
Em Florença, são vários os itinerários sugeridos
pelos guias de viagem para se visitar os pontos turísticos, museus e
igrejas de Florença. Destaques de todos eles são a Catedral de Santa
Maria das Flores (mais conhecida como Duomo), o Batistério, a Piazza
della Signoria, o Palácio Velho, a Galeria dos Uffizi, a Galeria da
Academia, o Palácio Pitti, a Ponte Vecchio, o Museu Nacional do Bargello
e a Igreja de Santa Cruz.
O Duomo foi construído entre 1296 e 1375 com a
participação de vários artistas, entre eles nomes como Giotto, Andrea
Pisano e Francesco Talenti, comandados por Arnolfo di Cambio.
O edifício - feito em mármores branco, verde e rosa -
surgiu no lugar da antiga Igreja de Santa Reparada, que não comportava o
número cada vez maior de seguidores do cristianismo na comunidade
florentina. A grandiosa cúpula foi obra de Brunelleschi, construída em
1434.
Durante a visita, quem tiver fôlego de sobra pode
escalar mais de 450 degraus em uma das duas estruturas da torre. A
recompensa é uma vista magnífica de toda a cidade.
O Batistério de São João (Battistero) - em mármores
branco e verde e em forma octogonal - fica localizado bem em frente do
Duomo, mas tem proporções bem menores. Por um período, entretanto, foi
a catedral de Florença. Sua construção data dos séculos 4º e 5º, em
homenagem ao santo padroeiro da cidade. De relevante importância são as
três portas de bronze e, no interior, os mosaicos da cúpula.
A Porta Sul, de Andrea Pisano, é ilustrada com imagens
da vida de São João Batista. Já a Porta Norte, de Ghiberti, narra as
histórias do Novo Testamento, dos evangelistas e dos doutores da Igreja.
A Porta Leste, obra-prima de Ghiberti, a mais famosa das três, é
dividida em dez painéis que contam passagens do Antigo Testamento.
Tamanha é a sua beleza e perfeição que Michelangelo a apelidou de Porta
do Paraíso.
A Praça da Senhoria (Piazza della Signoria) é o
coração da vida política florentina desde o final do século 13, quando
começou a ser construído o Palácio Velho (Palazzo Vecchio). Aí,
ocorreram alguns dos eventos históricos mais importantes da cidade, como
a morte de Girolamo Savonarola, lançado à fogueira em 1498.
A fonte da praça é dominada pela estátua de Netuno
e, à sua esquerda pode ser avistado o Monumento Eqüestre de Cosme I. O
Palácio Velho foi projetado por Arnolfo (o mesmo arquiteto do Duomo), em
1299. No edifício, que foi sede das Instituições da Província Medieval
de Cosme I em 1500 e Câmara dos Deputados entre 1865 e 1872, encontra-se,
hoje, a sede da administração municipal.
O Palácio dos Uffizi (Palazzo dell'Uffizi), onde se
localiza a galeria com uma das mais notáveis coleções de arte do mundo,
foi construído a partir de 1560 por Vasari, sob a comissão de Cosme I,
para abrigar os escritórios da administração do Estado florentino.
O local foi transformado em galeria por ordem de
Francesco I, sucessor de Cosme I e doado à cidade de Florença em 1737,
por Anna Maria Ludovica, última dos Medici. Atualmente, o espaço abriga
obras famosas de Giotto, Botticelli, Leonardo da Vinci, Michelangelo e
Raffaello, entre outros artistas.
A Galeria da Academia (Galleria dell'Accademia) foi
fundada em 1784 e contém pinturas da escola florentina dos séculos 12
ao16 e algumas obras-primas em escultura de Michelangelo. A que chama mais
a atenção é, sem dúvida, o famoso Davi, com 5,16 metros de altura,
escultura escolhida em 1504 como símbolo da liberdade do Estado pela
República Florentina.
O imponente edifício do Palácio Pitti (Palazzo Pitti)
foi projetado por Filippo Brunelleschi, na metade do século 15, para Luca
Pitti, rico comerciante florentino. No século seguinte, passou a ser
propriedade dos Medici e foi ampliado e reestruturado. No interior, é
possível encontrar coleções artísticas de fundamental importância em
várias salas, com acervos diversos. Na parte posterior do prédio, o
imenso Jardim de Boboli, obra de Tribolo, é muito bem cuidado e reproduz
o estilo de um jardim à moda italiana.
A Ponte Vecchio, cartão-postal de Florença, corta o
Rio Arno e tem esse nome porque é a mais antiga da cidade, remontando à
época dos etruscos. As pequenas lojas laterais que se avistam até hoje
eram, antigamente, propriedade de açougueiros. No século 16, foram
designadas a ourives e prateiros por ordem de Cosme I, tradição que se
mantém até os dias atuais. Como o tráfego de veículos é proibido na
área, o local é um dos pontos favoritos dos turistas, seja para
caminhar, seja para fazer compras.
Já o maciço Palácio do Bargello foi construído em
1255, como sede do Capitão do Povo. Em seguida, foi residência do
prefeito e, em 1500, do chefe da polícia. Em uma das suas antigas salas
encontra-se, desde 1859, a sede do Museu Nacional, um dos mais importantes
do mundo. Abriga, entre outras peças, coleção de armas e esculturas
toscanas dos séculos 15 e 16.
A Igreja de Santa Cruz (Santa Croce), monumento gótico
e franciscano, teve sua construção iniciada na metade do século 13 e
concluída em 1433, sob idealização de Arnolfo di Cambio.
A igreja é célebre em todo o mundo não só por
exibir afrescos impressionantes de Giotto. É conhecida também pelo fato
de acolher as tumbas de quatro nomes que se tornaram, ao longo dos
séculos, sinônimos de Itália: Michelangelo, Dante Alighieri, Galileu
Galilei e Leonardo da Vinci.
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